Pós de Dependência Química recebe capacitação e visita de profissionais

Nesta sexta (21) e sábado (22) a especialista em Dependência Química e terapêuta Jiuzete Vasconcellos trabalhou o tema “Abordagens Familiares em Dependência Química” com acadêmicos da Pós graduação da Faculdade Campo Real e profissionais envolvidos nesta área.

 Um dado alarmante surpreendeu os participantes durante a capacitação. No país são 28 milhões de famílias que apresentam pelo menos um caso de dependência com drogas lícitas ou ilícitas, segundo Jiuzete.

 “Estou aqui para alertar os nossos profissionais e futuros profissionais da área sobre o olhar que eles precisam ter sobre a família destes dependentes”, conta Vasconcellos que é terapêuta familiar em Presidente Prudente , São Paulo, e divide seu tempo entre o Centro de Referência de Assistência Social (Cras) e sua clínica particular.

 Para Sandro Sestrem, coordenador da Comunidade Bethânia que presta um serviço de referência em atendimento há 14 anos no município a capacitação vem agregar ao trabalho desenvolvido. “Vem a somar bastante ao nosso trabalho. Estou satisfeito por estar aqui e por poder contar agora com o Departamento de Políticas Públicas Sobre Drogas. Estamos na expectativa de ações voltadas a prevenção, combate e recuperação de dependentes químicos de nossa cidade e da região”.

 Jiuzete aproveitou a estadia em Guarapuava também para conhecer melhor os projetos do Departamento repassadas pelo coordenador Giovani Caetano Jaskulski. “Tive a oportunidade de ver de perto e constatar que temos Caps e Caps espalhados pelo Brasil afora mas nenhum com o nível de inovação que vejo aqui. A prevenção como carro-chefe é o que mais me chamou a atenção. Se há necessidade de tratamento é porque, definitivamente a prevenção falhou e isso está sendo evitado aqui”, elogia a especialista.

 O trabalho desenvolvido em Guarapuava tem servido como política modelo para outras cidades brasileiras, destinando uma equipe multidisciplinar que desenvolve ações envolvendo saúde, educação e assistência social e demais setores afins ao dependente e seus familiares. “Trabalhamos em rede para envolvermos o indíviduo dependente na sua integralidade. Uma ação de começo, meio e fim que também se preocupa com os familiares que tornam-se vítimas do problema”, destaca Giovani.

 E para que este processo funcione as parcerias são fundamentais, segundo o coordenador. “A Pós graduação ofertada pela Faculdade Campo Real e que está com as inscrições abertas para uma nova turma e o futuro atendimento através da RealClin aos familiares dos dependentes químicos cadastrados na Secretaria de Saúde do município, são parcerias que validam e fortalecem nossos projetos”, destaca.

 

 

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